Time Interno ou Agência: Como Montar a Sua Estrutura
Time e operação

Time interno ou agência: como montar a sua estrutura

A pergunta chega como se fossem duas opções excludentes, e na prática raramente são. O que muda de verdade entre os dois modelos não é qualidade, é onde fica o conhecimento, quanto custa de fato e o que acontece quando a pessoa certa vai embora.

Time interno ou agência para o marketing do e-commerce
Custo total, velocidade e risco em cada modelo, e por que o híbrido é a resposta mais comum.

Preciso começar por uma transparência: a Metris é uma agência, então eu tenho lado nessa conversa. Justamente por isso vou tentar ser mais duro com o meu lado do que com o outro. O que eu vejo em diagnóstico é que a escolha entre interno e agência quase nunca é o que decide o resultado. O que decide é se existe alguém, em qualquer um dos dois lados, com clareza do problema e autoridade para resolver.

A comparação honesta de custo

Comparar salário com fee mensal é a conta errada. O custo real de um time interno inclui encargos, ferramentas, tempo de contratação, tempo de aprendizado e o custo de a pessoa sair. O custo real de agência inclui fee, o tempo do seu time acompanhando e o risco de o conhecimento ficar fora de casa.

Um detalhe que muda muito a conta e é sempre esquecido: uma pessoa cobre uma especialidade. Uma operação de e-commerce precisa de mídia, criativo, CRM, dados e site, e ninguém é bom nas cinco. Contratar um perfil interno costuma resolver uma frente e deixar as outras quatro no colo do dono. Agência entrega várias frentes, mas com menos horas dedicadas a cada uma.

O que cada modelo entrega bem

CritérioTime internoAgência
Conhecimento do produtoMuito maior, convive com a operação todo diaMenor, depende de o cliente compartilhar contexto
Amplitude técnicaLimitada ao perfil contratadoVárias especialidades no mesmo contrato
Velocidade para começarLenta, contratação e aprendizado levam mesesRápida, começa com processo pronto
Custo de sairAlto, e leva o conhecimento juntoBaixo em contrato, alto se nada ficou documentado
Visão de foraBaixa, tende a repetir o que já se fazAlta, vê padrão em várias operações
Alinhamento com a margemMaior, o resultado da empresa é o deleDepende do contrato e do que é medido

Repare que os pontos fortes são quase complementares. É por isso que, na prática, a estrutura que funciona na maioria das operações de marca própria não é nem uma nem outra.

Por que o híbrido é a resposta mais comum

O modelo que costuma sustentar crescimento é ter dentro de casa quem entende do negócio e cobra, e fora de casa quem entrega profundidade técnica. Uma pessoa interna que conhece produto, margem e cliente, com autoridade para priorizar, mais um parceiro que traz mídia, criativo ou CRM em profundidade.

Esse arranjo resolve o defeito dos dois modelos. Ele evita a agência trabalhando no vazio, sem contexto e sem alguém para cobrar, e evita a pessoa interna sozinha tentando fazer cinco especialidades e virando gargalo.

O que não funciona é o contrário: contratar interno para "fiscalizar" a agência sem que essa pessoa tenha autonomia para decidir. Isso cria uma camada de atrito sem melhorar nada.

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No diagnóstico gratuito de uma hora com o Cristiano dá para comparar o custo real dos dois caminhos na sua operação e definir a estrutura que faz sentido agora.

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Quando o interno é claramente melhor

Quando o diferencial da operação está em conhecimento de produto difícil de transferir, como em categorias técnicas ou com muita variação. Quando o volume de trabalho é grande e constante o bastante para ocupar uma pessoa em tempo integral. E quando a empresa tem maturidade de gestão para dar direção, o que significa meta clara, número acompanhado e rotina, assunto de rituais de gestão de e-commerce.

Quando a agência é claramente melhor

Quando você precisa de várias especialidades e não tem volume para contratar uma pessoa para cada. Quando o problema é urgente e não há tempo para contratar e treinar. Quando falta visão de fora, porque a operação está repetindo os mesmos padrões há tempo demais. E quando o risco de concentrar todo o conhecimento em uma pessoa é grande demais para o tamanho da empresa.

O erro que aparece nos dois modelos

Trocar de modelo esperando resolver um problema que não é de execução. Se a loja não sabe a margem por produto, não tem meta e não tem rotina de acompanhamento, nem time interno nem agência resolvem, porque o problema é anterior. É a mesma armadilha de primeira contratação de marketing, e o sintoma é a operação trocar de parceiro a cada ano achando que o próximo será diferente.

Uma segunda armadilha, essa mais silenciosa: manter uma estrutura porque mudar dá trabalho. Vale ter um critério objetivo de avaliação, e é sobre isso como saber se a sua agência está entregando.

Como decidir

Três perguntas costumam bastar. Quantas especialidades o meu problema exige hoje? Se são várias, uma contratação não cobre. Eu tenho quem dê direção? Se não, contratar execução, interna ou externa, não resolve. Qual o custo de perder essa pessoa daqui a um ano? Se for alto demais, concentrar tudo em um contratado é risco.

A estrutura por faixa de faturamento está em que time um e-commerce de R$1 milhão por mês precisa ter, e a decisão específica entre time de mídia e mentoria em time de mídia interno ou mentoria.

Conclusão

Time interno e agência não são caminhos concorrentes, são peças com pontos fortes opostos. A estrutura que sustenta crescimento na maior parte das operações de marca própria tem alguém dentro que entende do negócio e cobra, e alguém fora que entrega profundidade técnica. E nenhuma das duas resolve falta de direção, que é o problema real na maioria das vezes que a pergunta aparece. Se quiser fazer essa conta com alguém que já esteve dos dois lados, faça um diagnóstico gratuito.

Cristiano Creczyenski, CEO da Metris
Sobre o autor

Cristiano Creczyenski

Cristiano Creczyenski é CEO da Metris e ajuda empreendedores a crescerem com Estratégia, Marketing de Performance, CRM e I.A. São mais de 17 anos de experiência em e-commerce e marketing digital. Já atuou com marcas como Lojas Colombo, Fila, Umbro, Melissa, Coza, Continental Ferramentas, Vinhos Collection e Pizzato, entre outras.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Time interno ou agência: qual é melhor para e-commerce?
Os dois têm pontos fortes opostos e raramente são excludentes. Time interno conhece produto e margem, agência traz amplitude técnica e visão de fora. Na maior parte das operações de marca própria, o arranjo que sustenta crescimento é híbrido.
Como comparar o custo dos dois modelos?
Não compare salário com fee. O custo real do interno inclui encargos, ferramentas, tempo de contratação, curva de aprendizado e o custo de a pessoa sair. O da agência inclui fee, o tempo do seu time acompanhando e o risco de o conhecimento ficar fora de casa.
O que é a estrutura híbrida na prática?
Alguém dentro de casa que entende do negócio, conhece margem e cliente, e tem autonomia para priorizar e cobrar, somado a um parceiro externo que entrega profundidade em mídia, criativo ou CRM.
Quando o time interno é claramente melhor?
Quando o diferencial está em conhecimento de produto difícil de transferir, quando o volume de trabalho ocupa uma pessoa em tempo integral e quando a empresa já tem meta clara, número acompanhado e rotina de gestão.
Quando a agência é claramente melhor?
Quando o problema exige várias especialidades sem volume para contratar uma pessoa para cada, quando é urgente e não há tempo de contratar e treinar, e quando falta visão de fora porque a operação repete os mesmos padrões há tempo demais.
Trocar de agência resolve resultado ruim?
Nem sempre. Se a loja não sabe a margem por produto, não tem meta e não tem rotina de acompanhamento, o problema é anterior à execução. O sintoma dessa armadilha é trocar de parceiro todo ano esperando que o próximo seja diferente.
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