Time de Mídia Interno ou Mentoria: O Que Contratar Primeiro
Mentoria · Comparativo

Time de mídia interno ou mentoria: o que contratar primeiro

A pergunta costuma ser colocada como escolha entre dois investimentos. Ela é, na verdade, uma pergunta de ordem. Contratar time antes de saber o que pedir a ele é o jeito mais caro de aprender a pedir.

Time de mídia interno ou mentoria: o que contratar primeiro
Time de mídia interno ou mentoria: o que cada um resolve, por que a ordem importa mais que a escolha, e como saber se a sua loja está pronta para internalizar.

Quando a loja chega em um certo volume de investimento em mídia, a pergunta aparece: vale mais contratar gente para dentro ou investir em direção. Ela costuma ser colocada como escolha entre dois gastos parecidos. Não é. É uma pergunta de ordem, e a ordem errada custa caro de um jeito silencioso: você paga salário para alguém executar bem a estratégia errada.

Resumo executivo (TL;DR)

Time interno resolve capacidade de execução. Mentoria resolve critério de decisão. Contratar execução sem ter critério transfere a decisão estratégica para quem foi contratado para executar, e é isso que costuma dar errado.

O que cada um resolve de verdade

Time interno resolve capacidade e velocidade. Ter alguém dedicado significa campanha ajustada no mesmo dia, criativo produzido no ritmo da loja, conhecimento acumulado do produto e do cliente. É uma vantagem real, e ela cresce com o volume investido.

Mentoria resolve critério. O que priorizar, quanto colocar em cada canal, a partir de qual sinal escalar ou parar, e por qual indicador avaliar o trabalho de quem executa. Nada disso é responsabilidade natural de quem opera campanha.

Repare que as duas coisas não se substituem em nenhum ponto. Elas se somam, e é por isso que a pergunta certa é de sequência.

Por que a ordem importa mais que a escolha

Imagine contratar um analista de mídia sem ter definido qual é o gargalo da loja. Ele vai fazer o que sabe fazer: otimizar as contas de anúncio. Vai melhorar ROAS, reduzir custo por clique, testar criativo. Provavelmente vai fazer bem.

Só que se o problema da loja é margem, mix ou ticket, nada disso muda o resultado. E como o único indicador que a loja acompanha é o do painel de mídia, o trabalho aparece como bom. Meses depois o faturamento subiu e o lucro não. É o cenário descrito em vendo muito e lucro pouco, e ele nasce quase sempre de execução boa sobre prioridade errada.

A ordem inversa protege o investimento. Com critério definido antes, a contratação vem com escopo, com indicador de avaliação e com uma expectativa que dá para verificar em noventa dias.

Três condições para internalizar

Internalizar faz sentido quando estas três estão presentes ao mesmo tempo:

  1. Volume que justifique dedicação. Abaixo de um certo investimento mensal em mídia, o custo total de uma pessoa dedicada não se paga contra o de um parceiro externo.
  2. Alguém capaz de avaliar tecnicamente. Se ninguém na empresa consegue julgar se o trabalho está bom, você contratou e não sabe cobrar. Essa é a condição que mais falta.
  3. Processo e dado organizados. Sem leitura confiável de margem, custo de aquisição e recompra, qualquer avaliação vira opinião. Um dashboard de e-commerce resolve boa parte disso.

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O erro de contratar uma pessoa para tudo

Mídia paga bem feita envolve competências distintas: estratégia de canal, produção de criativo, análise de dado e operação de campanha. Contratar uma pessoa só e esperar as quatro é o erro mais comum de quem internaliza cedo.

O sintoma aparece como resultado inconsistente: um mês bom, dois ruins, sem explicação clara. Normalmente é sobrecarga, não incompetência. Antes de montar o time, vale entender qual composição a sua fase pede, e o raciocínio sobre isso está em o time que sustenta um e-commerce de R$1 milhão.

A sequência que costuma funcionar

Não é regra, é o padrão que se repete nas operações que fazem essa transição sem desperdício:

  1. Definir o gargalo e os indicadores antes de qualquer contratação, com direção externa ou com uma análise séria da própria operação.
  2. Manter execução externa enquanto o critério ainda está sendo construído, porque parceiro externo é mais fácil de ajustar que contratação.
  3. Internalizar quando o volume justifica e quando já existe dentro de casa quem consiga avaliar tecnicamente o trabalho.
  4. Manter direção depois de internalizar, com frequência menor, para que o time interno não fique sem contraponto.

Esse último ponto é o mais ignorado. Time interno sem contraponto tende a repetir o que deu certo até parar de dar, porque ninguém de fora questiona a premissa. Sobre como as duas coisas convivem, vale ler mentoria e agência juntas.

Conclusão

Não é time interno ou mentoria, é o que vem primeiro. Contratar execução sem critério transfere a decisão estratégica para quem foi contratado para executar, e o resultado costuma ser trabalho bem feito na direção errada. Defina o gargalo e os indicadores, mantenha execução externa enquanto o critério amadurece, internalize quando o volume justificar e alguém puder avaliar tecnicamente. Para dimensionar o investimento em direção, veja quanto custa uma mentoria de e-commerce. E se a decisão for internalizar, capacitar o time antes de soltar a verba na mão dele é o que mais reduz o desperdício do primeiro semestre: é para isso que existe o treinamento in company. Para conhecer o formato que eu conduzo, veja a página da mentoria individual.

Cristiano Creczyenski, CEO da Metris
Sobre o autor

Cristiano Creczyenski

Cristiano Creczyenski é CEO da Metris e ajuda empreendedores a crescerem com Estratégia, Marketing de Performance, CRM e I.A. São mais de 17 anos de experiência em e-commerce e marketing digital. Já atuou com marcas como Lojas Colombo, Fila, Umbro, Melissa, Coza, Continental Ferramentas, Vinhos Collection e Pizzato, entre outras.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Time de mídia interno ou mentoria: o que vem primeiro?
Na maioria dos casos, direção primeiro. Contratar quem executa antes de existir critério de prioridade e de leitura de resultado transfere a decisão para quem foi contratado para executar, e o custo desse desalinhamento é alto.
Quando vale a pena internalizar o time de mídia?
Quando o volume de investimento justifica dedicação exclusiva, quando existe alguém capaz de avaliar o trabalho tecnicamente e quando a operação tem processo e dado organizados. Faltando o segundo item, o risco é contratar e não saber cobrar.
Mentoria substitui a contratação de um gestor de tráfego?
Não. Mentoria dá direção, gestor executa. Ela reduz o risco da contratação, porque você passa a saber o que pedir, como avaliar e por qual indicador cobrar, mas não faz o trabalho no lugar dele.
Qual o maior erro ao montar time de mídia interno?
Contratar uma pessoa só e esperar que ela resolva estratégia, criativo, dado e operação de campanha ao mesmo tempo. São competências distintas, e a sobrecarga costuma aparecer como resultado inconsistente.
Dá para ter agência e mentoria ao mesmo tempo?
Dá, e é uma combinação comum. A agência executa e a mentoria qualifica o dono para cobrar pelos indicadores certos, o que costuma melhorar o resultado do contrato que já existe.
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