O negócio
A Malacara atua desde 2008 no setor de calçados e vestuário. O carro-chefe sempre foi o calçado, e a demanda dos próprios clientes puxou a expansão para vestuário de couro, cintos e bolsas. O modelo é o que a gente chama de D2C na veia: a marca fabrica e vende direto ao consumidor final, sem intermediário.
A operação hoje combina fábrica e loja em Farroupilha, na Serra Gaúcha, outras lojas próprias, incluindo uma no Vale dos Vinhedos, presença em feiras e eventos do agronegócio como a Expointer, e o e-commerce.
“Nós somos uma marca um pouco diferente das demais: nós somos fabricantes e vendemos ao consumidor final.”
O que estava travado
A marca nasceu em eventos ligados ao agronegócio e, por isso, sempre teve clientes de longe. Existia demanda espalhada pelo país e nenhum canal para atendê-la. A resistência para abrir o e-commerce não era falta de vontade, era medo de não dar conta: qualidade das fotos e qualidade do atendimento. O receio era o cliente entrar em contato e não ser bem atendido.
Esse é um travamento clássico de fabricante que decide vender direto. O produto é bom, a demanda existe, mas falta a convicção de que a operação aguenta o canal.
O que foi feito
A solução não começou por tecnologia, começou por um combinado simples de operação: no momento em que vendesse um par, a empresa produziria e entregaria o mais rápido possível. Em vez de esperar a estrutura ideal para abrir o canal, a estrutura foi construída junto com a demanda.
É exatamente o princípio que eu defendo até hoje: não adianta escalar mídia antes de a operação sustentar o volume. Começa pequeno, prova que entrega, e só então acelera. O crescimento veio nessa ordem, um par, depois dois, depois três.
O resultado
O e-commerce deixou de ser um teste e virou o centro da marca. Durante a pandemia, quando as lojas físicas ficaram inacessíveis, foi o canal que sustentou a operação. Hoje ele é o principal canal de venda e de divulgação da Malacara, e a marca já opera também um e-commerce nos Estados Unidos, vendendo direto ao consumidor final de lá.
“Ao contrário da loja física, o e-commerce é infinito. Nós trabalhamos com o Brasil todo.”
A parceria dura desde o início das duas empresas. E o ponto que o Francis levanta sobre o dia a dia é o que mais se aproxima do formato da mentoria: e-commerce funciona 24 horas, os problemas acontecem na sexta e no sábado, e o que sustenta o resultado é a proximidade entre quem decide e quem acompanha, tanto na parte estratégica quanto na operacional.
“Eu recomendo muito o trabalho deles. A gente trabalha como parceiros há anos e está bem contente com o resultado.”
Francis Barbosa, sócio-proprietário da Malacara
O mesmo raciocínio, aplicado ao seu caso
Este resultado veio de método, não de sorte: entender o gargalo real antes de investir. É esse mesmo raciocínio que eu aplico individualmente na mentoria de e-commerce. Se quiser começar pelo passo mais barato, faça um diagnóstico gratuito da sua loja.
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